domingo, 11 de março de 2018

PARTE IX
Ainda os trophéos da Força Publica O accusado da venda escapou á prisão pela porta do “habeas-corpos”. (escrita da época)

  Annunciou a imprensa que vinha ahi Marcolino Carvalho, ex-thesoureiro da Policia na administração Eduardo Chermont, preso na Parayba, á requisilção da Policia deste Estado.

   Como se não ignora, Carvalho é accusado de ter vendido os trophéos da Força Policial, locupletendo-se com o dinheiro.

    A sua presença aqui teria o effeito de pôr luz na muita escuridade ainda reinante no assumpto; mas uma ordem de “habeas-corpus”, impetrada ao juiz federal da Parayba restituiu-o á liberdade, permittindo-lhe lá ficar, sob o fundamento de que a requisição regular devera ter sido feita pelo governador e não pela Policia.

    É lastimavel que esse contratempo deixe por averiguar em todos os seus detalhes um facto que interessa a uma corporação inteira, privada criminosamente da posse de objectos que eram seu patrimonio de honra.

  Parece que a prisão pedida por via competente ainda podia ser requisitada, se Carvalho já não emprestou a perna da cotia para se pôr a salvo da cadeia.

   A verdade é que emquanto elle não for ouvido, ficam por ser conhecidos e punidos os seus cumplices, que, de certo, os teve. (escrita da época)



Fonte: Jornal Folha do Norte, pag. 2 de 13 JUL 1936 – Biblioteca Artur Vianna.

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