quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

HISTÓRIA, MEMÓRIA E POLÍCIA MILITAR: OS ESPORTES E A “VOLTA DA CIDADE CEL FONTOURA” EM BELÉM. (1937-1975)


HISTÓRIA, MEMÓRIA E POLÍCIA MILITAR: OS ESPORTES E A “VOLTA DA CIDADE CEL FONTOURA” EM BELÉM. (1937-1975) 

Introdução

 A partir de fontes documentais, memorialísticas, é possível construir um estudo inicial sobre os militares como sportmen, as práticas esportivas e,  especificamente, a corrida “Volta da Cidade” que se iniciou na cidade de Belém do Pará no ano de 1937.
Através do estudo dos documentos oficiais e a memória dos sujeitos sobre a corrida de rua denominada “Volta da Cidade”, criada no ano de 1937 e patrocinada pela prefeitura de Belém, é possível perceber a homenagem à data de 25 de setembro, o dia em que se comemora a vitória da tropa da Polícia Militar do Pará na guerra de Canudos, no ano de 1897, e o Coronel PM Antonio Sergio Dias Vieira da Fontoura como patrono da Instituição policial militar.
Essa perspectiva de estudo amplia o conhecimento histórico sobre a relação dos militares e a sociedade belenense dos anos de 1937 a 1975, a partir das edições da corrida que passou a ser reconhecida como “Cel Fontoura”. Um discussão que na proximidade da comemoração dos duzentos anos da Polícia Militar do Pará explicita parte da história e da memória de “atletas-militares”, dos clubes de bairro e da vida castrense através das atividades esportivas na capital paraense. 
 
1 – Belém do Pará: Militares, clubes suburbanos e os festivais esportivos. 

Segundo CANCELLA (2012, pp. 118-141) , no ano de 1922 a organização dos jogos olímpicos latino-americanos contou com a atuação direta dos militares, seja como integrantes ou como atletas. A autora destaca que as atividades físicas regulares já eram identificadas nestas instituições desde o início do século XIX, sendo desenvolvidas a partir de exercícios característicos da profissão militar.
Essa aproximação dos militares com as atividades físicas estava relacionada à possibilidade do desenvolvimento de habilidades fundamentais para o exercício militar que, posteriormente, passaram a ser realizadas também em caráter esportivo como a natação, a esgrima e a equitação (Idem).
A participação dos militares na difusão dos esportes, no início do século XX, na capital paraense, é percebida nos clubes suburbanos e seus festivais, assim como nos Clubes considerados elegantes.
Inicialmente, até a década de 1920, o discurso estava mais voltado para uma representação das elites locais. Com o decorrer dos anos, a participação das camadas populares nas práticas desportivas levou o esporte a ser pensado como uma forma de “adestramento” para defesa da nação. Essa ideia ficou mais fortalecida no Brasil a partir dos anos de 1920 a 1930. 
Segundo Castro (2002), na sua Obra “Invenção do Exército Brasileiro”, o cenário internacional desse período “apontava para um crescente descrédito da democracia liberal, em favor das visões politicamente autoritárias à esquerda e à direita”. E “a partir de 1930, o conteúdo das mensagens veiculadas sobre Caxias e o dia do soldado não enfatizava somente a legalidade e a disciplina, mas também a fusão do Exército com a nação". (Idem. p. 22)
Esse discurso em 1937 também pode ser lido no âmbito dos “exércitos estaduais”, no caso a Polícia Militar do Pará, que com a intenção de fortalecer um ícone, assim como o Exército fortaleceu Caxias e as Histórias da Guerra do Paraguai, fortaleceu-se O Coronel Antonio Sérgio Dias Vieira da Fontoura e as Histórias da guerra de Canudos. Um mito da Disciplina Policial Militar. 

1.1 A Volta da cidade

No dia 20 de julho de 1937, temos um ofício assinado pelo comandante Geral da Polícia Militar do Pará, Coronel José Manoel Ferreira Coelho, convidando o clube São Domingos e seus atletas para participarem da corrida “Volta da Cidade”, organizada por essa Instituição Militar. (Ofício s/n da Polícia Militar do Estado ao Clube São Domingos, 1937)
Esse ofício-convite nos possibilita perceber, nos anos de 1930, a participação dos militares e dos clubes nos festivais juntamente com atividades físicas em geral, e o discurso voltado para “pujança e a belleza physica e moral da nossa raça”.(Idem.) [1]

Imagem 1 - Oficio assinado pelo Cel Ferreira Coelho para o São Domingos do Jurunas
       Fonte: Arquivo documental do São Domingos do Jurunas/ Belém do Pará 

Ao imaginarmos o mapa do percurso original da primeira corrida denominada “Volta da Cidade”, no ano de 1937, patrocinada pela prefeitura de Belém, é possível um itinerário que percorria o centro e o subúrbio da capital paraense. O ponto de saída e de chegada estavam vinculados à Praça da República. Iniciava-se a corrida pela Avenida Nazaré, passando pela Avenida Independência, Largo de São Braz, Avenida Tito Franco, Travessa Lomas Valentinas, Avenida Pedro Miranda, Rua Bernaldo Couto, Travessa D. Pedro, Avenida 1º de Maio, Rua Gaspar Vianna, Avenida 15 de agosto, e por fim Avenida da Liberdade. Algumas ruas e avenidas permaneceram os nomes, outras mudaram, como: A Avenida Independência atual Magalhães Barata; Avenida Tito Franco, a atual Almirante Barroso;  Avenida 1º de maio, a atual Senador Lemos; Avenida 15 de agosto, a atual Presidente Vargas; e por fim, Avenida da Liberdade, a atual Oswaldo Cruz.


Imagem 2 - Uma montagem do mapa da "Volta da Cidade" e seu itinerário. Coronel Fontoura e o troféu "Volta da cidade". 


















Imagem 3 - Regulamento da corrida - citação do itinerário da prova
 Fonte: Arquivo documental do São Domingos do Jurunas/ Belém do Pará 

Imagem 4 - Coronel PM Ferreira Coelho- CMT GERAL DA PMPA - 1937.

Fonte: Museu Histórico da PMPA

No regulamento da competição denominada “Volta da Cidade” existia a previsão de convite aos vários setores da sociedade, inclusive os “Clubs Sportivos” para participação do evento esportivo, que ocorreria no mês de setembro de cada ano a partir daquela data em comemoração ao dia da Polícia Militar do Estado[2]. Essa previsão de convite aos clubes como o São Domingos, por exemplo, nos mostra uma ligação do esporte com a sociedade da época e principalmente, uma maior interação entre os membros da Polícia Militar e a sociedade. A ideia de ação repressora existia, no entanto, o patrocínio da prefeitura para a corrida e a interação entre atletas nos mostra uma história também de mediação e convivência entre militares e civis.   
Conforme podemos perceber na transcrição do relato da terceira corrida “Volta da Cidade”:

Congratulações. – Revestiu-se da mais linda perspectiva a realização, no domingo transáto, ao esplendor suave da manhã, da sensacional corida rústica << Volta da cidade >> entre deportistas militares e várias corporações e civís de vários núcleos, tanto deste como de outros Estados.
 A’s 8 horas em ponto, quando já era grande o entusiasmo e incontestavel número de pessoas de todas as classes sociais, entre as quais realçavam as autoridades civis e militares, teve inicio a empolgante prova esportiva, com a partida dos corredores em número de 225, da avenida da Liberdade com a dita Assis de Vasconcelos.
Nesse instante, a banda de música do C.M.B.S., prorrompeu num vibrante dobrado e palmas populares incentivaram os corredores, dando, assim, logo de início, um brilho e valor extraordinários à corrida pedestre sob o patrocínio da P/M, em homenagem à data de 25 de setembro, dia do soldado, paraense.
A’ passagem dos dez primeiros corredores pelos postos de Nazaré, São Braz, Lomas Valentinas, Pedreira e doca Souza Franco ara vivamente anunciada por um megafone colocado em frente ao palanque oficial e o povo, ouvindo cantar os logares que iam sendo conquistados pelos mesmos, fremia de entusiasmo e aplauso.
O primeiro corredor a atingir a raia de chegada, ás 8 e 47 minutos e 52 segundos, sob uma chuva de palmas, foi o 2.º tenente Luiz Amaro Bezerra, valoroso atleta do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará, que, desde o 1.º posto tomou a dianteira ; o 2.º Alexandre Manoel Teixeira Quadros, atleta do Clube Corintians ; o 3.º, Carlos Augusto dos Santos Pinto, do Club Sul América ; o 4.º, Joaquim Rodrigues da Costa, soldado do B/C ; o 5.º, Antonio da Silva Fonteles ; o 6.º, Joaquim da Silva Bittencourt ; o 7.º, Osmundo Ribeiro dos Santos ; o 8.º, Manoel Neves ; o 9.º Amelio Gibson, e o 10.º, José Paulo de Farias, etc.
Desde o primeiro ao último corredor a  chegar à méta dessa jornada caracteristicamente brasileira, o povo, que se derramava aglomerado ao longo das avenidas Liberdade, da República e adjacencias, recebeu com eloquentes manifestações de regosijo através de estrondosas palmas e acaloradas ovações, recompensando, assim, com seu estímulo moral e sua nobre educação, os distintos desportistas que, de maneira tão expontânea e valorosa, tudo fizeram para elevar ao mais alto grau o esporte regional. (MARRECA, 1940)

 
Dessa maneira, percebe-se a participação do público, banda de música, todas as características dos festivais esportivos e futebolísticos que ocorriam na cidade. Tais eventos eram comuns, com a participação inclusive dos setores militares, principalmente no decorrer da década de 1930, momento em que a prática esportiva, dentre elas as futebolística aumenta na urbe. Esses eventos esportivos foram construídos culturalmente desde a chegada do Football em Belém, como também a prática de outros esportes como o pedestrianismo, uma prática que ocorria na cidade desde o final do século XIX.

2 - Anastácio das Neves e Abelardo: a memória da Corrida.

Imagem 5 - Prefeito Abelardo Condurú em 1937. Abaixo, o historiador Maj Charlet entrevistando o Cel Anastácio das Neves.

Fonte: Museu da PMPA. 

O Cel PM Claudomiro Anastácio das Neves, em entrevista realizada com o Historiador Major Ronaldo Charlet no dia 20/05/2016 destacou a importância da corrida “Volta da Cidade” como um fator que mostrava a relação tênue entre militares e as atividades esportivas na cidade. Segundo ele, assim como estava no regulamento os clubes esportivos participavam juntamente com os militares das atividades esportivas, como esta corrida de rua   que ocorreu dando realmente uma “volta na cidade”. (NEVES, 2016)
O entrevistado iniciou a carreira como soldado. Em 1947 foi declarado Aspirante à Oficial. Chegou a patente de Coronel. Formou-se como Instrutor no Curso de Educação Física do Exército. Participou e ajudou a organizar a corrida “Volta da Cidade”, além de participar de outras modalidades esportivas pela Polícia Militar que participava dos festivais esportivos, segundo ele, com outras forças militares. (Idem)
Esse relato enfatizado pelo Coronel Anastácio das Neves nos apresenta um contexto que a cada ano proporcionava um evento esportivo de grande relevância para cidade, pois, além de comemorar a vitória da tropa militar paraense em Canudos, conforme afirma GAIA(2013) “no Pará a investida na criação de rituais e cultos, a atuação da Polícia Militar em Canudos como uma forma de construir uma imagem forte para Instituição.” 
O relato de Anastácio das Neves corrobora com a ideia de fortalecimento da Instituição PM nos anos de 1930 para 1940, pelo menos no discurso do Comandante Geral Coronel Ferreira Coelho que referenda uma corrida em homenagem ao 25 de setembro com objetivo de “vermos a milícia paraense galhardamente colocada no verdadeiro plano de progredimento material, moral e educativo.”(MARRECA, 1940).

Imagem 6 - O Militar e atleta Abelardo Costa em vários momentos.
                                            Fonte: Museu da PMPA.

A corrida “Volta da cidade” nos de 1960 e 1970, passou a ser chamada de corrida “Cel Fontoura”, pelos membros da Corporação e pelos atletas que participavam. No final dos anos de 1960, senta Praça como Soldado na Polícia Militar o jovem Abelardo Neves Costa, que no decorrer das edições da corrida vai ser o maior vencedor com 10 primeiras colocações ao longo dos anos.

Imagem 7 - Abelardo e sua equipe no ano de 2000 no batalhão de Choque.

  Fonte: Museu da PMPA. 

A memória de Abelardo, como ficou conhecido, na Corporação resgata os valores ressaltados pelo Coronel Anastácio das Neves, e também enfatiza um praça que passa a ter um maior prestígio por parte de pares, subordinados e superiores na PM e justamente a partir de suas vitórias no esporte, especificamente na corrida de rua. Fruto de muita dedicação, como declarou Abelardo: “assim que entrei na Polícia Militar no ano de 1969, passei a treinar na equipe de corrida e não saí mais, pois passei a ter bons resultados nas corridas de rua, com o decorrer dos anos comecei a treinar a equipe de atletismo”. (COSTA, 2016)
   É possível perceber nos dois discursos o culto à imagem de Fontoura, que passou a ser a grande comemoração da Polícia Militar do Pará. A corrida pertencia a esse rito de homenagens que ocorriam no mês de setembro. No entanto, para além do ritual é possível enxergar nas vitórias de Abelardo uma valorização das atividades esportivas e o prestígio desse sujeito junto aos diversos setores sociais na Corporação e fora desse ambiente. Uma História da Polícia Militar contada pela vida esportiva de uma praça atleta.

Considerações finais 

Ao finalizarmos este texto é possível perceber que os sportmen não eram somente membros dos clubes esportivos dos bairros elitizados ou dos subúrbios, mas homens que também pertenciam às fileiras das Corporações Militares que circulavam nos clubes e tinham sua vivência nos quartéis.
Temos detalhes do lazer e das disputas esportivas que aconteciam em Belém dos anos de 1920 e 1930, um contexto de mudanças políticas e de construções culturais a partir de experiências dos sujeitos que se voltavam para o discurso regional e político nos anos do governo José Malcher e no caso da Polícia Militar do Pará, o seu Comandante Geral Coronel Ferreira Coelho, que juntos buscaram fortalecer a Instituição Militar do Estado através do culto a memória de Canudos e seu líder Cel Fontoura.

Imagem 8 - Governador José Malcher em 1937.
                                           Fonte: Museu da PMPA.

Neste período, os discursos sobre identidade regional se alinhavavam aos discursos das práticas esportivas. Estas buscavam controlar e "instruir" os diversos indivíduos.
No caso das tropas, o discurso estava voltado para o preparo "técnico militar", que com a chegada dos anos de 1930 ficou muito ligado as práticas políticas de Vargas e seus aliados como Magalhães Barata e José Malcher.
Por fim, enfatizar que estudar os relatos memorialísticos dos sujeitos que vivenciaram a corrida “Volta da Cidade” como o Coronel Anastácio das Neves, que participou da prova nos anos de 1940, logo que sentou Praça como Soldado, e o considerado “super atleta” Abelardo, o grande corredor, principalmente,  nos anos de 1970 a 1980, que ganhou 10 corridas “Coronel Fontoura” (antiga Volta da cidade) como primeiro lugar, nos mostra uma memória do esporte que conta a história da Polícia Militar, seus sujeitos e sua relação com a sociedade belenense. Memórias que nos leva a pensar como a “Corporação de Fontoura” também pode ser estudada por eventos que aparentemente não estão ligados à Segurança Pública, mas, que na realidade nos mostram um outro olhar que pode ser lançado sobre os sujeitos que vestiam da farda da Polícia Militar dentre os anos de 1937 a 1975 e que   apresentam as rupturas e continuidades históricas de uma Instituição quase bicentenária, intimamente envolvida com a história do Pará.    

REFERÊNCIAS

CANCELLA, Karina Barbosa. As forças armadas e os jogos esportivos do centenário de 1922. In: SANTOS, João Manuel C. Malaia & MELO, Victor Andrade de. 1922. Celebrações esportivas do centenário. Rio de Janeiro: 7letras: Faperj, 2012.  p.p. 118-141.

CASTRO, Celso. A invenção do Exército brasileiro. (coleção descobrindo o Brasil) Rio de Janeiro: Jorge Zahar editora, 2002. p.p. 20-21.

CRUZ, ERNESTO. História do Clube do Remo, 1969.
_______________. Ruas de Belém: significado histórico de suas denominações. 2ª edição, Belém: CEJUP, 2013. pp. 32.
_______________. História de Belém. 1º e 2º volume. Belém: coleção amazônica, série José Veríssimo, UFPA, 1973. p. 52.
DA COSTA, Ferreira. Parazão centenário: a história do campeonato paraense de futebol.  Belém: 2012.  p.p. 65-72
DE DECCA, Edgar Salvatori. 1930. O Silêncio dos Vencidos: Memória, História e revolução. São Paulo: Brasiliense, 2004.
FARIAS, William Gaia. Do Corpo de Polícia ao Regimento Militar: reorganizações, condições materiais e conteúdos simbólicos – dos anos finais do Império a Guerra de Canudos. Revista territórios e fronteiras. Cuiabá, vol. 6, n 1, jan-jun, 2013. p.p. 229-231.

GAUDÊNCIO, Itamar Rogério Pereira. Football suburbano e festivais esportivos: lazer e sociabilidade nos clubes de subúrbio em Belém do Pará (1920-1952). Tese. Belém: PPHIST,   UFPA, 2016.

MARRECA, Orvácio Deolindo da Cunha (Org.). Histórico da Polícia Militar do Pará: desde seu início (1820) até 31 de Dezembro de 1939. Belém: Oficinas Gráficas do Instituto Lauro Sodré, 1940. p. 244-246.
MATOS, Rafael. Sportmen nas redações: o jornalismo esportivo na Belle Époque. (artigo) Belém: 2º Encontro Regional Norte de História da mídia, 2º seminário de História, cultura e meios de comunicação na Amazônia. UFPA, 2012.

Ofício s/n da Polícia Militar do Estado ao Clube São Domingos, 20 de Julho de 1937. arquivo documental do São Domingos. 

SARGES, Maria de Nazaré. Memórias do Velho Intendente Antonio Lemos. (1869-1973). Belém: Paka-tatu, 2002. p.p. 64. 

ENTREVISTA FEITA pelo Historiador Major Ronaldo Charlet no dia 20/05/2016 com o Coronel PM ANASTÁCIO DAS NEVES. ACERVO DO MUSEU DA PMPA.  
ENTREVISTA FEITA pelo historiador CAP PM Itamar Gaudêncio com o TEN PM RR ABELARDO NEVES COSTA, NO DIA 11/08/2016.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ACONTECEU NA PMPA: 02 DEZ 1970

Foi tornada sem efeito a publicação referente à assunção do comando da Cia do CG pelo 1º TEN PM ABILIO PEREIRA MARQUES e foi nomeada a comissão para proceder perícia na viatura de placa 2026, um Jeep, que fora incendiada, tendo por responsável pelo IPM o CAP PM JOSÉ MARIA MACHADO. A comissão era composta pelo CAP PM HERCILIO AMARANTES DE OLIVEIRA e SUB TEN PM IZAIAS CARVALHO DA SILVA.


* FONTE: BG Nº 223, 02 DEZ 1970, fls 969.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

ACONTECEU HOJE NA PM: 01 DEZ 1970

O 1º TEN PM ABILIO PEREIRA MARQUES assumiu o comando da Companhia do Comando Geral, substituindo o 2º TEN PM CLETO JOSÉ BASTOS DA FONSECA. Este oficial PM deixou o comando da CCS/QCG para assumir o comando do Pelotão de Choque.
* FONTE: BG Nº 222, de 01/12/1970, fls 966.
Quando se fala no BPCHOQUE atualmente são lembradas figuras como o CEL PM CALANDRINI, O TEN CEL PM COSTA entre outros, mas não podemos esquecer os momentos iniciais em que essa tropa esteve sediada no Comando Geral da PMPA.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ACONTECEU NA POLÍCIA MILITAR DO PARÁ

Apresentou-se em 30/11/1970 no Comando Geral da PMPA o CAP PM Médico FERNANDO DE JESUS DE CASTRO LOBATO, por ter regressado das Manobras Militares (Operação Carajás), na zona do tocantins, bem como o 1º TEN PM Dentista CARLOS ALBERTO DE MIRANDA SOARES.
* Fonte: Boletim Geral da PMPA Nº 222, de 30/11/1970.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Tiradentes Esporte Clube: uma agremiação esportiva que nasceu na PMPAC

Imagem 01: Carteira de Sócio Fundador da Associação Atlética Tiradentes
Ao iniciar minha carreira policial militar, nos anos de 1994, ainda cheguei a receber meus vencimentos no quartel. 

Como aluno soldado PM (Soldado Classe Simples, segundo o Estatuto dos Policiais Militares, ainda em vigor) recebia no CFAP e como Soldado de 3ª Categoria (Soldado já formado, com menos de 5 anos de serviço) recebia o contracheque e o salário no quartel da CIRP.

Pude presenciar, entre os policiais militares mais antigo certo desconforto com o número de descontos existentes e que ficavam na tesouraria de cada OPM que o repassava aos devidos credores.

Contra-cheque do SD PM WILSON
Pude esta semana, ajudar minha mãe, Maria Hermínia Braga Charlet, na arrumação de seu "baú de curiosidades" e entre diversas fotografias de caráter pessoal e familiar pude me deparar com uma carteira do meu pai, então o Soldado PM Luiz Charlet de Queiroz, onde constava ser sócio fundador da Associação Atlética Tiradentes que veio a ser a entidade mantenedora do Tiradentes Esporte Clube, um dos times que na década de 1980 veio a disputar com grande êxito o campeonato paraense de futebol.

A carteira do meu genitor era a de número 723, datada de 30 de setembro de 1975, um ano depois do meu nascimento. Esse reencontro com o passado ajuda a remontar as relações existentes entre a Polícia Militar do Pará e o desenvolvimento do esporte em nosso Estado, temática perseguida pelo Capitão PM Itamar Rogério Pereira Gaudêncio, doutor em História Social pela Universidade Federal do Pará.

Imagem 03: verso do contra-cheque do SD PM WILSON
Assim, começamos a compreender que a Polícia Militar vai além do simples ato de serviço de cobrir as práticas esportivas em que tomam parte diversas agremiações esportivas como é o caso do Clube do Remo, do Paissandú Esporte Clube, Tuna Luso, Bragantino, entre outros. Mas, principalmente, a Polícia Militar tomou parte com o incentivo dado ao Tiradentes Esporte Clube.

A agremiação figurava entre os fornecedores que tinham descontos garantidos em folhas de pagamentos (contracheques) dos policiais militares, como podemos ver no caso da imagem ao lado.

Na frente, o contracheque trazia os dados impressos na Secretaria de Administração que constava das vantagens (ganhos legais) subtraídos dos descontos autorizados naquela esfera administrativa.

No quartel havia um carimbo com todos os demais fornecedores e credores dos policiais militares que o Tesoureiro do quartel tinha que recolher para o repasse aos mesmos.

No verso do contra-cheque do SD PM WILSON, em 1989 constava como possibilidades de descontos: Funsau; Ceso PM, CCSPM; ANASP; Capemi; Gboex; Sulamérica; Cia Bandeirantes; CSSPM; IBRAS, MSP do Brasil; AA Tiradentes (Associação Atlética Tiradentes); COPM; GP DO HP (ilegível); FEDERAL DOS SEGUROS; CÍRCULO MILITAR; ALUGUEL DE CASA; E.A. DOCG; DIVERSOS; MELICIANO; FARMÁCIA e TRANSP. 

Eram vinte e cinco itens para serem descontados ou não conforme fosse o caso de casa policial militar em particular. 

Como funcionavam essas tesourarias? Como se davam o controle desses recursos? Qual o grau de satisfação ou não dos policiais militares com esses descontos nos quartéis? Todos esses descontos eram de "bom grado" ou haveria algum tipo de pressão para que o policial militar fizesse uso de alguns serviços desses? Haveria algum tratamento diferenciado para aqueles que aderissem a esses ou aqueles serviços? Todas essas questões ainda aguardam por respostas e implicam numa série de outras questões que podem ser levantadas na vida e cotidiano dos quartéis nos anos de 1970 e 1980. Cabe portanto aos investigadores da história nos apresentar os elementos dessas relações, sem contudo, atuar de forma anacrônica, numa realidade em que havia sérias restrições ao crédito e o sistema policial militar tanto poderia oferecer uma alternativa viável em tempos de crise para fazer frente à demanda de consumo e serviços e garantir que os mesmos seriam ressarcidos por seus servidores (policiais militares), os quais, até hoje não podem e não devem assumir dívidas acima de suas capacidades financeiras.

RONALDO BRAGA CHARLET - Major PM
Chefe do Museu da Polícia Militar do Pará e Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Distintivo da Companhia de Rádio Patrulha

Foto 1: brasão da CIRP/PMPA
O policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar a partir dos anos de 1960 começou a conjugar o policiamento motorizado com o uso do equipamento de rádio comunicação, o que permitia que as viaturas policiais pudessem se comunicar entre si e com uma central de rádio, a priori instalada no quartel.
Como a necessidade de disponibilizar à população um meio de acionamento rápido da Polícia Militar foi estabelecido que a discagem em aparelhos residenciais ou públicos do número "190" fosse o de atendimento policial. Assim surgiu o serviço de radiopatrulhamento que acomplou: chamada telefônica, uma central de recepção (via telefone) de ocorrências, uma central de despacho de ocorrências (via rádio), um certo número de viaturas em ronda nas ruas.
Foto 2: manicaca da OPM
Assim, o serviço necessitou que fosse criada uma unidade policial militar para prestar esse atendimento. Surge então a Rádio Patrulha, Companhia Independente de Rádio Patrulha (CIRP) que foi extinta, em Belém, nos anos de 1999/2000.
Da Rádio Patrulha têm-se alguns vestígios como é o caso da braçadeira utilizada pelos policiais militares que atuavam nas viaturas, bem como a manicaca da unidade.
Tais objetos foram doados ao Museu da Polícia Militar do Pará, que funciona provisoriamente no Comando Geral da Corporação, na Rodovia Augusto Montenegro, km 09, 8401, bairro do Parque Guajará, no Salão Nobre do Comando Geral, que abriga o Memorial Orvácio Deolindo da Cunha Marreca, inaugurado pelo Exmº Sr. Governador do Estado, Dr. Simão Jatene.

Doações e contatos:
Email: <historia@pm.pa.gov.br>
Fone: 3115-5950
91 9 8500-7335

 



quarta-feira, 2 de novembro de 2016







Cel SANTIAGO, Cel HÉLIO SILVA, Cel DILSON JÚNIOR, Cel ROCHA, Cel ALONSO, Cel PAULO e Cel ROBERTO, após cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará em 09 JAN 2015. Fonte: Arquivo PMPA.



Cel CAMPOS Cmt Geral da PM, ladeados pelos Cel SARAIVA Chefe do Estado Maior Geral (EMG) e Cel ALONSO Chefe do Departamento Geral de Operações (DGO), após cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará em 09 JAN 2015. Fonte: Arquivo PMPA.



Cel CAMPOS e Cel DANIEL com sua esposa e filhos, após a inauguração de sua fotografia na galeria do Comandantes Gerais da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte: Arquivo PMPA.



Cel CAMPOS Cmt Geral da PM e os ex-Comandantes Gerais: Cel RR MACHADO, Cel RR FAUSTINO, Cel RR VIEIRA, Cel RR NONATO, Cel RR SOLANO, Cel DANIEL e CEL  RR CAMPOS, durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará em 09 JAN 2015. Fonte: Arquivo PMPA.



O Governador Sião Jatene faz a entrega da Espada de Comando ao Cel CAMPOS durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte Agencia Pará.



Cel DANIEL e Cel CAMPOS se apresentam ao Sr. Governador Simão Jatene, por terem passado e recebido o Comando da Polícia Militar do Pará, respectivamente, em 09 JAN 2015. Fonte: Arquivo PMPA.



Desfile da tropa durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte Agencia Pará.



Desfile da tropa durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte Agencia Pará.



O Governador Simão Jatene, Cel DANIEL e CAMPOS durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte Agencia Pará.



Cel CAMPOS e Cel DANIEL passando em revista à tropa, durante a cerimônia de passagem de Comando da Polícia Militar do Pará, em 09 JAN 2015. Fonte Agencia Pará.

domingo, 23 de outubro de 2016


CB PM RR JORGE (com uniforme Cáqui) em 17 AGO 1970 na Praça Duque de Caxias, Marabá-Pa. Fonte: Arquivo do CB PM RR Jorge.

domingo, 25 de setembro de 2016

Polícia Militar do Pará inaugura o Memorial Cel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca

Placa de Inauguração do Memorial (foto Coronel PM Saraiva)
No final da manhã da última sexta-feira, 23 de setembro de 2016, após o desfile militar em comemoração aos 198 anos da Polícia Militar do Pará, o Governador do Estado do Pará, Dr. Simão Jatene, acompanhado do Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, General Jeannot Jansen, do Comandante Geral da PM o Coronel PM Roberto Campos e do Chefe do Estado-Maior da PM, Coronel PM Saraiva, inaugurou o Memorial "Coronel PM Orvácio Deolindo da Cunha Marreca", no Salão Nobre do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

Foram exatos doze meses desde o lançamento da equipe de organização do Museu da PM e de pesquisa histórica da PMPA, na noite cultural da PMPA, em 2015, que os esforços foram sendo empreendidos para que se pudesse ter um acervo mínimo a ser exposto no Museu da PM, embrionariamente organizado no Memorial "Coronel PM Orvácio Marreca".


No período de 01 ano de atividade foram realizadas 25 reuniões de trabalho e pesquisa para que se pudesse organizar as etapas a serem desenvolvidas e as estratégias a serem empreendidas para consecução da finalidade de organizar um museu. A primeira reunião deu-se em 28/09/2015 e a mais recente ocorreu em 15/09/2016, estando a organização das mesmas a cargo do Cel Saraiva - Chefe do Estado-Maior Geral que chamou pra si a responsabilidade de organizar a equipe e dirigir as reuniões.

Ao  longo do percurso, muitos parceiros foram se juntando à caminhada. E no dia 23 de setembro de 2016, houve a inauguração do MEMORIAL "CEL PM ORVÁCIO DEOLINDO DA CUNHA MARRECA", que contou com a presença do Governador do Estado, Dr. Simão Jatene e do Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, General Jeannot Jansen.

O momento foi de festa e de assumir novas responsabilidades, pois com "apenas um ano não foi possível coletar todos os materiais que demonstram a riqueza patrimonial que a corporação possui, e o nosso esforço contou com a boa vontade de muitos companheiros que doaram seus uniformes e agora podem ver que o esforço não foi em vão", destacou o 1º Tenente PM Ismael, um dos organizadores do memorial e que é formado em História.


Na inauguração, o momento do corte da fita. Em primeiro plano o Cel Campos (à esquerda) e o Cel Saraiva (à direita). Ao fundo, o Governador Simão Jatene.


Descerramento da placa de inauguração, realizado pelo Governador Dr. Simão Jatene, Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, General Jeannot Jansen, Cmt Geral  Cel PM Campos e  Ch EMG Cel PM Saraiva.






















Descerramento da placa de inauguração


Governador do Estado na primeira visita ao memorial, acompanhado pelo Maj Charlet.
















Em detalhe: aspecto religioso da vida militar - objetos litúrgicos da Capelania Católica PM





Visita ao Memorial: Governador Simão Jatene e General Jeanot Jansen observando os documentos históricos


Sr. Masahiko Kobayashi - Consul do Japão esteve presente à inauguração. Ao fundo o Cel PM Mauro Pinheiro, Ch Gab Cmte Geral.

Visão panorâmica do Memorial



domingo, 4 de setembro de 2016


GUERRA DE CANUDOS - Medalha Comemorativa do Combate de 25 SET 1897, ofertada pela Colônia Paraense na Bahia ao Cel Antônio Sérgio Dias Vieira da FONTOURA.





GUERRA DE CANUDOS - Medalha Comemorativa do Combate de 25 SET 1897, ofertada pela Colônia Paraense na Bahia ao REGIMENTO POLICIAL DO PARÁ.



sábado, 3 de setembro de 2016

A História através dos Boletins Gerais da PMPA

De vez em quando, alguns colegas de farda me pedem informações acerca da História da PM do Pará, geralmente, querendo um produto "pronto e acabado" e, por vezes, sei que ficam desapontados com as respostas obtidas, quase sempre insignificantes.
Seria a História da PMPA insignificante também? 
Claro que não, muito pelo contrário! Contudo, vale ressaltar que nada, ou quase nada se tem feito para preservá-la ou recontá-la, ficando-se com os bordões que cercam a imagem marmorizada do "herói de Canudos", o patrono da PM - Cel Fontoura.
Interessante notar que entre Fontoura e a dita "polícia cidadã" hodierna, nada ou quase nada se escreveu. Obviamente que a História não está numa prateleira, esperando que os historiadores venham a "encontrá-la" e, simplesmente, levá-la à luz.
Quem dera pudéssemos encontrá-la dessa forma! Há, contudo, todo um trabalho de pesquisa do Historiador que fica encoberto e que, na maioria das vezes, parece "embromação", principalmente se formos, também, militares. Mais ainda se formos policiais militares que, via de regra, devem fazer algo mais nobre do que revirar papéis velhos e, sim, "fazer polícia nas ruas". Infelizmente, esta é a ideia hegemônica e não parece que mudará tão cedo.
Felizmente, alguns antepassados nossos, talvez alguns "desocupados" de décadas remotas tiveram a feliz ideia de guardar "papéis velhos" e, assim, iniciaram a coleção de Boletins Gerais existentes na corporação que inicia no ano de 1964 e segue até os dias atuais.
É bem verdade que muitos daqueles que não enxergam algum valor na história e na memória já devem ter tido a ideia "brilhante" de por fim aquele monte de papel velho, cheirando a mofo. Mas, enquanto isso não acontece e espero que nunca aconteça, podemos nos deliciar com as histórias narradas naqueles documentos.
Exemplo disso é o Boletim Geral nº 25, datado de 13fev1964, que apresenta na 4ª parte seis prisões disciplinares aplicadas pelo Comandante Geral, Coronel PM Iran de Jesus Loureiro, das quais quatro se referem aos integrantes da PM que se envolveram numa desordem na Clube 5 de Outubro, havendo inclusive disparos de arma de fogo, e outras duas referentes a uma agressão física sofrida por um Soldado do Exército tendo como autor um Soldado PM que se encontrava de folga, participando de um jogo de futebol em via pública e não gostou de ter sido admoestado pelo militar federal, quando este reclamara de ter sido atingido pela bola. E, finalmente, um caso de embriaguês alcoólica de um Soldado PM que perambulava mal fardado pelo bairro da Marambaia.
Talvez estejamos no momento de revisitarmos os nossos antepassados esquecidos entre as folhas amareladas dos Boletins Gerais e compreendermos melhor como se deu o "fazer-se" da Polícia Militar do Pará, para além do "heroísmo" de Fontoura, no longínquo sertão bahiano.
Para ler o BG Nº 25 de 13fev1964, clique AQUI.

(a) Ronaldo Braga Charlet - Major PM
Bach/Lic em História * Especialista em Patrim. Histórico * M.Sc. em Planejamento do Desenvolvimento. 
Chefe do Museu da PMPA e Membro do IHGP

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mais História nos Boletins Gerais... 1964

Boletim Geral nº 26 de 14 de fevereiro de 1964, por sinal há 49 anos, nos apresenta algumas informações preciosas sobre o cotidiano da corporação militar estadual. 
Àquela época foram designados 10 instrutores para o Curso de Formação de Graduados (CFG), entre os quais estavam os 2º Ten PM Antônio Carlos, Machado e Rocha. Estes dois últimos alcançaram o cargo de Comandante Geral da corporação no início dos anos 80. O primeiro foi Secretário de Estado de Segurança Pública no Governo de Hélio Gueiros (1986-1990).
As disciplinas de então eram: Higiene e Primeiros Socorros; Educação Moral e Cívica e Organização do Terreno; Armamento e Tiro; Educação Física; Equitação; Ordem Unida e Maneabilidade; Instrução Geral e Combate e Serviço em Campanha; Topografia e Métodos e Processos de Instrução; Administração e Escrituração Militar; e Técnica Policial. Esta última era ministrada pelo Inspetor Sizenando Pereira da Costa.
Ver Referência

Além disso, temos a nomeação, por Decreto governamental, do SD PM José Xavier Meméde para o cargo de Comissário de Polícia de Tauarizinho, município de Peixe-Boi e, no final, na "famosa" 4ª Parte, estão dois Soldados cumprindo seus castigos - nome dado às punições disciplinares. Um por ter deixado de pagar um credor e o outro por se envolver em discussão, quando em serviço, com funcionário da Fábrica Perseverança, localizada no quarteirão entre as ruas Quintino Bocaiúva, Gaspar Viana, Rui Barbosa e Municipalidade (imagem ao lado).

(a) Ronaldo Braga Charlet - Capitão PM

Referência:
Imagem da Fábrica Perseverança, contida no Jornal Beira do Rio, Ano XXVII, nº 110, Jan. e Fev. de 2013, publicação da Universidade Federal do Pará, disponível em http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php?option=com_content&view=article&id=973:de-vila-operaria-a-bairro-nobre-&catid=106:edicao-78--dezembro&Itemid=18, acessado em 14fev2013.





quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CURSO DE AÇÕES DE CHOQUE INICIA SEGUNDA-FEIRA, 17 JUN.

A Polícia Militar do Pará, por meio do Batalhão de Polícia de Choque, unidade  integrante do Comando de Operações Especiais, realizará o CURSO DE AÇÕES DE CHOQUE.
A aula inaugural está prevista para às 09h00 da próxima segunda-feira, 17/06/2013, no Auditório do Comando Geral da Corporação, que contará como palestrante a Profª Fernanda Numer (UFPA).


O Curso de Ações de Choque é destinado a preparar Cabos e Soldados para atuação nos Pelotões de Choque, dentro dos parâmetros técnicos e legais vigentes, pois segundo o Ten Cel PM Leão Braga, Comandante do Batalhão de Choque, "é a atuação eficiente e eficaz, equilibrada e profissional, com o uso diferenciado da força e respeitando os direitos humanos que se espera de uma tropa de choque bem treinada".

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Aconteceu Hoje na Polícia Militar do Pará

Assumiu, interinamente, o comando da corporação, no dia 13 de julho de 1850, o Major Joaquim Victorino de Souza Cabral, por ter sido dispensado o Major Christiano Pereira de Azevedo Coutinho.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Origens remotas do Batalhão de Choque da Polícia Militar

A História da Polícia Militar do Pará, com quase 200 anos de existência, é repleta de fatos que ainda estão a serem revelados à sociedade e à própria corporação.
Um desses fatos é a criação de um remoto Pelotão de Choque, nos anos de 1944, pelo Chefe de Polícia, Moura Carvalho. Abaixo, temos a imagem do Chefe de Polícia com o pelotão de choque.

Imagem 01: Moura Carvalho com o Pelotão de Choque da PM - 1944

Esse Pelotão é a referência  mais antiga do que é hoje o Batalhão de Choque da PMPA, que funciona na Avenida Fernando Guilhon, entre as Travessas 14 de Março e Alcindo Cacela.

Vê-se na imagem que o uniforme era constituído de boné (quepe), túnica branca, com talabarte e cinto (cujo armamento ficava disposto à esquerda), calça e sapatos. Não foi possível identificar as cores da indumentária. Apenas um dos militares está na fotografia utilizando bota (possivelmente membro do Esquadrão de Cavalaria), bem como esse militar é o único que não utiliza talabarte, cinto e coldre, mas é o único que está de gravata.

Desse período até os anos de 1990 quando é criado o Batalhão de Choque da PM, temos a referencia da criação de um Pelotão de Choque, conforme publicado no Diário Oficial do Estado do Pará, nº 20.677 de 19 NOV 1965, da Lei nº 3.429 de 05 NOV 1965 que fixa o efetivo da Polícia Militar do Estado para o exercício de 1966 e dá outras providencias:
Art. 7º A Companhia de Guardas terá o efetivo de dois (2) Pelotões de Policiamento, dois (2) de Tráfego, um (1) PELOTÃO DE CHOQUE e uma (1)Secção de Comando.


Moura Carvalho, Chefe de Polícia, em visita à Polícia Militar. A seu lado o Cmt dessa Unidade, Cel Ney peixoto e oficiais da Corporação, em 1944.  Fonte: Magalhães Barata, o Homem, a Lenda o Político - Vol. I.

Referências:
Imagem 01: CRU
Imagem 02:

    O 1º Batalhão Auxiliar da Força Publica constituido de  17  officiais e 441 graduados e praças , segue hoje para o sul da  Republica ...